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terça-feira, 5 de junho de 2012

Treinamento Psicofísico na Criação - 3ª demonstração prática de pesquisa.

O GITA - Grupo de investigação do Treinamento Psicofísico do Atuante realizará a 3ª DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA DE PESQUISA. Esta atividade visa compartilhar os procedimentos metodológicos do grupo por meio de apresentação das pesquisas em andamento de 2012. Como é de conhecimento de todos a UFPA assim como, mais de 50 instituições de ensino superior encontram-se em greve desde o último dia 17 de Maio. Neste sentido, esta atividade faz parte do cronograma de atividades de ocupação de greve que vem sendo desenvolvido na ETDUFPA e nos demais campus da universidade.
Dia 06 de Junho (Quarta-feira)
LOCAL: ETDUFPA Sala 05
18 h 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Treinamento Pisocfísico na Criação - 2ª demonstração prática de pesquisa.

O GITA - Grupo de investigação do Treinamento Psicofísico do Atuante realizará a 2ª DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA DE PESQUISA. Esta atividade visa compartilhar os procedimentos metodológicos do grupo por meio de apresentação das pesquisas em andamento de 2012. 

Dia 07 de Maio (segunda-feira)
LOCAL: ETDUFPA Sala 05
18 h


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Diário de Trabalho 014 - Por Edson Fernando

O tempo tem sido muito desfavorável, e por conta das diversas atividades que precisamos conciliar em nossa jornada de trabalho, os registros dos últimos dias de pesquisas ficaram atrasados. No intuito de minimizar este atraso e de atualizar e compartilhar os registros pasados, apresento neste post um relato sintetizando a principal atividade pesquisada em sala de trabalho referente aos dias 09, 11, 14, 16 e 18 de Abril.

Iniciada a etapa da pesquisa denominada laboratórios de criação o foco de nossa investigação centrou-se na composição da base corporal do papel "Zé", o protagonista do drama na adaptação do texto de Woyzech realizada por Fernando Marques. Partimos de duas relevantes considerações para orientar o trabalho dos atuantes, apresentadas nas passagens a seguir de Fernando Marques e de Anatol Rosenfeld, respectivamente: 

"Em contraste com os herpois clássicos, seres excepcionais mesmo na derrota e na queda, Woyzech é um homem desequilibrado e frágil, manipulado pelos superiores, o Capitão e o Médico, traído pela namorada Maria e espancado pelo rival Tamboreiro-mor." (2003, p.20) 

"O automatisto será tema fundamental de Danton ('Somos bonecos puxados no fio por poderes desconhecidos') [...] e sobretudo em Woyzech. [...] O automatismo desses fantoches é determinado por um Es, um it, uma força anônima, irracinal, que envolve os personagens ou atua no seu inconsciente. [...] Woyzech, tornado em objeto pelo médico e cercado e perseguido por esse Es, assassina a mulher amada sob a imposição do automatismo." (2005, p. 63)   



Assim, considerando essas pastagens significativas acerca da obra de Büchner, iniciamos em 09 de Abril, uma exaustiva investigação para materializar o tema do automatismo no trabalho da composição da base corporal do papel "Zé". Os exercícios foram diversos e uma parte dele pode ser conferida no vídeo no final deste post. Um dos caminhos trilhados para alcançar este objetivo foi a articulação dos princípios trabalhados no treinamento psicofísico (foco, atenção, equilibrio, prontidão, etc) transpostos para execusão desta que será a base corporaldo protagonista do drama. 

A primeira orientação para executar esta pesquisa solicitou dos atuantes que procurassem pontos de tensão no corpo, pontos estes que deixassem em relevo uma oposição de forças atravessando os corpos. Em seguida repetir exaustivamente o deslocamento a apartir dos pontos determinados por cada atuante. A compreensão de como agir parecia obliterada em alguns momentos do exercício, dada a dificuldade de executar o que era proposto. Recorri, então, a imagem de um ser imaginário que brinca puxando fios atados nos corpos dos atuantes; estes fios localizam-se exatamente nos pontos de tensão determinados por cada um. O atuante deve se deslocar deixando em evidencia que esta sendo puxado por algo que se encontra fora dele próprio. O movimento portanto é desencadeado por algo que está fora do atuante. No entanto, para executar tal exercício o atuante deve entender que embora deva ressaltar corporalmente que o movimento origina-se fora dele, a intensão deste deslocamente é dada a apartir do ponto de tensão localizada no próprio atuante. Temos então, uma pequena contradição para realização do exercício: realizar ressaltando o movimento com origem externa, mas com o entendimento que a intensão é interna. Confira o vídeo com um compacto dos momentos decisivos de cada exercício:  

domingo, 15 de abril de 2012

TREINAMENTO PSICOFÍSICO NA CRIAÇÃO - 01

O GITA promoveu no último dia 02 de Abril a primeira demonstração prática de pesquisa do ano de 2012. Visando compartilhar com a comunidade acadêmica o processo em andamento das pesquisas de 2012, o evento intitulado Treinamento Psicofísico na Criação - 01 possibilitou apresentar alguns exercícios que investigam o trabalho com partituras neutras e exercícios introdutórios para sua posterior caracterização. O evento pode ser conferido quase na integra no vídeo abaixo. 

                                       
                                      

O GITA promoverá outros cinco encontros com a mesma natureza visando cada vez mais suas investigações acerca do treinamento que vem pesquisando a mais de cinco anos ininterruptos, sob a coordenação do Prof. Dr. Cesário Augusto.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Materia publicada no Site da UFPA - Ano 2011

O ano de 2012 está apenas começando e, no entanto, o GITA já entra no seu quarto mês de trabalho ininterrupto. A atividade denominada Treinamento Psicofísico na Criação voltou a ser desenvolvida este ano (02.04) após o sucesso das quatro edições do ano de 2011. Então, aproveitamos este espaço para compartilhar uma materia publicada pelo site do Instituto de Ciencias das Artes da UFPA, exatamente sobre as edições do Treinamento Psicofísico na Criação realizados no ano passado. A materia segue abaixo e encontra-se também disponivel no link http://www.ica.ufpa.br/index.php?option=com_content&view=article&id=391%3Agrupo-de-pesquisa-do-ica-promove-treinamento-psicofisico-voltado-para-texto-dramatico&catid=6%3Avideos&Itemid=1    

 
Grupo de pesquisa do ICA promove treinamento psicofísico voltado para texto dramático

Ter, 27 de Setembro de 2011 21:41 

 
Acontece amanhã (28), na Escola de Teatro e Dança da UFPA, o segundo “Treinamento Psicofísico na Criação: demonstração prática de pesquisa”, evento organizado pelo Grupo de Investigação do Treinamento Psicofísico de Atuantes (GITA) com o objetivo de expor as pesquisas realizadas pelo grupo.

“Chegamos à conclusão de que a nossa 'cozinha' criativa - a qual constitui, em verdade, uma pedagogia cênica dentre outras tantas - urgia ser mostrada a fim de que conquistas e percalços fossem socializados em interação realmente participativa no compartilhar de ingredientes comuns”, explica o coordenador do GITA, professor Augusto Cesário.

“Trata-se de uma rotina a ser emancipada pelo GITA como prática extensiva de nossas investigações no trato das artes marciais e meditativas asiáticas. O evento consiste em uma demonstração de procedimento metodológico inclusivo de parte da oficina e do laboratório cênico, fundamentados em treinamento psicofísico perene e voltados para a montagem de um texto dramático escrito.”, completa.

Segundo o professor, o evento é aberto para o público e o interessado pode acompanhar o evento toda última quarta-feira do mês, das 18 às 19h, na ETDUFPA. “ Incentivamos a quaisquer indivíduos a assistirem à demonstração e posicionarem-se como debatedores, em conversa informal e absolutamente livre para perguntas e opiniões diversificadas, sem amarras. O evento é gratuito e , de forma alguma, delimita qualquer tipo de 'experiência' em Artes Cênicas. Todos e todas são convidados e convivas na entrada franca e honesta, sem exceção”, afirma o professor.

O texto indutor do treinamento será Zé, lançado em 2003 pelo autor Fernando Marques. “Por texto indutor entendemos o mote para a montagem. Isto significa que, mesmo sem alterar palavra alguma deste, no caso, texto épico em versos rimados, sentimo-nos livres para deixar que nasça o gênero, estilo e poética de cena a partir do trabalho dos atuantes.”, esclarece Cesário.
Poeta, professor universitário, dramaturgo, compositor musical e jornalista, Fernando Marques possui três obras teatrais publicadas, dentre elas, Zé, adaptação em verso do clássico Woyzeck, de George Büchner (1813 - 1837). “O trabalho de Marques nos é precioso por sua competente, primorosa e acurada visão de mundo. O texto, aos poucos, nos permite o desvelo de nossos segredos, de nós atuantes do GITA, em situação desejosa, quiçá, para o espectador também. A excelência de Fernando Marques está em sua absoluta modéstia. Estão ai os motivos da escolha de Zé”, afirma o professor.

Grupo de Investigações do Treinamento Psicofísico de Atuantes – GITA
Atualmente, além de Cesário, o GITA é formado por mais 5 integrantes e recebe apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Compõe o grupo: os professores MsC Edson Fernando (vice-coordenador) ; Denis de Oliveira (doutorando em História), e os bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) Roseana Tuñas (graduanda de Teatro) e Gleice Sardinha (graduanda em artes visuais).

O grupo já soma 4 anos de atividades e pela segunda vez promove a demonstração de treinamento psicofísico. “ A ETDUFPA nos tem com carinho raro. Surgido oficialmente em 2007, o GITA agradece sempre a esta casa que nos acolhe e, decerto, incentiva nossos desvarios pedagógicos e criativos. Há um mês realizamos a primeira 'cozinha', abrindo nossas pesquisas para espectadores de dentro e fora da academia”, ressalta Cesário.

O professor assinala a importância dos estudos desenvolvidos pelo GITA na Escola de Teatro e Dança: “ A ETDUFPA, por meio do GITA, parece ser única na prática e estudo da arte marcial indiana kalarippayattu aplicada a atuações cênicas no Brasil.”

Cesário Augusto também destaca que o GITA não é um grupo de montagem de espetáculo e comenta: “A criação cênica é uma espiral metafórica onde se encontram outras fases de interesse, como a citada oficina e laboratório, além do treinamento ininterrupto. A apresentação da obra, chamada discutivelmente de espetáculo, rege-se enquanto consequência. Relevante? Sim. Imprescindível? Sim. Porquanto os integrantes do GITA treinam para apurar seu domínio orgânico em cena e abrirem canais, desatarem nós para o ato criativo. Absoluta e necessariamente este ato é revoltoso. Ainda assim, a obra sempiterna inacabada entra no ciclo de apresentações públicas consequentes a cada noite”.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Diario de Trabalho - 013 por Edson Fernando

Encerraremos hoje (02.04) a primeira etapa do plano de trabalho 2012. Nos três primeiros meses de trabalho as atividades estiveram voltadas ao desenvolvimento de oficinas, além é claro do treinamento psicofisico com artes marciais - etapa continua que atrevessa todo o plano de pesquisa do grupo. As oficinas proporcionaram aos atuantes a criação de duas partituras neutras que a partir de agora serão trabalhadas para caracterização dos papeis do texto dramático Zé - indutor da pesquisa.

Nos dois últimos dias de trabalho (27-31.03) trabalhamos exaustivamente com a fixação das partituras neutras nº 02 e hoje compartilharemos com a comunidade acadêmica da ETDUFPA o desenvolvimento deste trabalho na primeira demonstração prática da pesquisa de 2012. A ideia é oportunizar espaço para debater acerca dos procedimentos do grupo e mostrar o andamento das pesquisas. No próximo post publicaremos video do evento. 
 
 

domingo, 25 de março de 2012

Diário de Trabalho 012 - Por Edson Fernando

O ritmo das pesquisas propostas para o ano de 2012 continuam exigindo cada vez mais dos atuantes disciplina e empenho para superar cada novo desafio apresentado na sala de trabalho. A última semana foi intensa, em muitos sentidos, e o tempo, infelizmente, curto para compartilhar cada dia de trabalho; e por isso apresento uma sintese dos últimos três dias de trabalho ( 19-21 e 24.03) em um só diário. 

A ênfase dos treinamentos tem sido colocada cada vez mais na autonomia que cada atuante precisa ter com as formas codificadas que o GITA alicerça suas pesquisas. Por autonomia no treinamento entendo, não somente a memorização das sequencias de movimentos e exercícios praticados a cada sessão de trabalho, mas, fundamentalmente, como essas formas codificadas vão sendo in-corporadas e processadas psicofísicamente, respeitando a individualidade de cada atuante. Em outras palavras, trata-se de perceber e apropriar-se com rigor e precisaão de cada um dos princípios trabalhados no treino, ou seja, segundo Richard Nichols: O Desenvolvimento do foco (concentração); O "estar no momento", ou seja, o "aqui e agora";   A disposição de imagens; Foco de energia e economia nas ações e gestos;   Executar cada ação a seu tempo; Expandir os horizontes da auto-imagem; Desenvolvimento de um corpo flexível, controlado e equilibrado; Unificação da mente e do corpo; Apreciação e desenvolvimento da disciplina. 

Portanto, não se trata simplemente de fazer cada atuante decorar o treinamento, mas oferecer a cada um oportunidade para trabalhar suas dificuldades pessoais. Para tanto, tenho exigido que cada atuante - pelo menos uma vez nos últimos treinos - tente executar a sequencia do T'ai Chi e o Vannakkan sem ter a referencia de minha pessoa conduzindo a prática. Sem dúvida que as dificuldades são inúmeras, pelos pouco tempo de treinamento dos novos atuantes. No entanto, mesmo os mais antigos Wallace Horste e Rose Tunas - esta última acompanha o GITA a mais de três anos - enfrentaram muitas dificuldades. Apesar de pairar um certo tom de irritação na exigência que venho empreendendo, percebo também muito empenho, dedicação e avidez na tentativa de superar seus próprios limites, e isso é excitante e animador. 

Seguimos em  frente sem hesitação e sabedores da preciosidade oriunda de um rotina de treinamentos intensos. Encerro com uma passagem do mestre Eugênio Barba:

"No fundo, o exercício é como uma porta do esqui alpino, através da qual o ator faz passar sua atividade física, disciplnando-a. Em nosso teatro, o treinamento sempre consistiu num choque entre disciplina - a forma fixa do exercício - e a superação dessa forma fixa, do estereótipo que o exercício é. A motivação para esta superação é individual, diferente para cada ator. É essa motivação pessoal que decide sobre o sentido do treinamento. (...)
O valor essencial do treinamento consiste nisto: autodisciplina cotidiana, personalização do trabalho, demonstração de que se pode mudar, estímulo e efeito sobre os companheiros e sobre o ambiente  " (Teatro Solidão, Ofício, Revolta - 2010, p. 77).