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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

1ª TEMPORADA: Zé (s) - sem eira nem beira




Do Woyzeck ao Zé: a impertinência dos descontentes
O vazio, o mundo sem sentido, o absurdo, a solidão. Não. Não estamos falando de nossa atual conjuntura, mas dos elementos centrais que movem a obra de George Büchner, em particular Woyzeck, datada de 1836 e considerada sua obra prima. Nela Büchner nos presenteia com a consciência impertinente de Woyzeck, o títere que mesmo sendo manipulado por forças anônimas, grita sua solidão e o sem sentido de sua existência. O grito de Woyzeck ecoou em nossa sala de trabalho pela adaptação em versos de Fernando Marques. As rimas metrificadas de Fernando nos colocaram diante do títere por excelência da contemporaneidade, o . Dito assim, direto, objetivo e sem nenhum alento de nome ou sobrenome: não é José, tão pouco pode ser confundido com o Zé-Ninguém; simplesmente Zé. Destituído de tudo e sem capacidade para reagir diante do mundo que insiste em permanecer vazio. Resta-lhe somente o grito, a denúncia de que viver assim é um fardo, pois estamos imersos num paradoxo: a impossibilidade do contato humano na era da comunicação sem fronteiras das redes digitais. Assim, o de Fernando nos desafiou a reconstituirmos os farrapos do seu drama sem recorrer a nenhuma mediação – nada de cenário, figurinos elaborados, trilha sonora, elementos de cena, etc. Somente o encontro humano entre os Zé (s): Zé-atuante e Zé-espectador. Todos assim “sem eira nem beira” enredados neste mundo escroto que nos cerca. 

Elenco: Brida Carvalho e Silvia Luz
Iluminação: Sônia Lopes e Márcia Tarcíso
Direção: Edson Fernando
Apoio: Denis Bezerra
Coordenação da pesquisa matricial: Cesário Augusto Pimentel

sábado, 22 de dezembro de 2012

Diário de Trabalho 024 - Por Edson Fernando

O GITA encerrou as atividades de 2012 com o 2º Ensaio Aberto da montagem Zé (s) - sem eira nem beira realizado no último dia 15. A apresentação foi realizada contando com a presença de estudantes do Curso de Educação Física da Universidade Estadual do Pará - UEPA sob a coordenação da Prof. Msc Juliana Araújo. Diferentemente do 1º Ensaio Aberto (realizado no últmo dia 01), este contou com uma ambientação de iluminação executada por Sônia Lopés e Marcia Tarciso. A proposta de iluminação para esta apresentação era  somente eliminar a luz de serviço, iluminando, protanto, a área de atuação triangular. Outro diferencial em relação ao 1º Ensaio Aberto é o número de cenas apresentadas, sete no total; este será o numero de cenas que irão compor a primeira versão da montagem "Zé (s)". Mas o principal a destacar é a opção de realizar todas as cenas somente na área interna do triângulo. Esta opção se deu depois de ouvirmos as questões apresentadas pelos interlocutores que participaram do 1º Ensaio Aberto. Constatamos assim, que estas apresentações públicas antes da estreia da montagem, contribuem bastante para o amadurecimento de alguns elementos importantes da encenação. 

O vídeo com o 2º Ensaio Aberto pode ser conferido abaixo:
 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Diário de Trabalho 023 - Por edson Fernando


O plano de trabalho 2012 intitulado Do treinamento a criação cênica – montagem e direção da obra cênica “Zé”, entra, definitivamente, em sua etapa de finalização e primeiras demonstrações públicas. Com estréia prevista para 17 de Janeiro de 2013, o grupo seguirá fazendo antes algumas demonstrações públicas para amadurecer vários elementos do trabalho do atuante que só podem ser colocados efetivamente verificados no momento do encontro e confronto com o espectador. Abaixo as primeiras fotos registrando esta fase final da pesquisa (registro de 10.12).

      Cena 1 - Quarto: Atuante Silvia Luz como Zé (Foto Edson Fernando)


Cena 1 - Quarto: Atuante Brida Carvalho como Capitão
(Foto Edson Fernando)

Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distância.
(Foto Edson Fernando)

Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distância: Silvia Luz como André.
(Foto Edson Fernando)

Cena 3 - A cidade. Brida carvalho como Margarete
(Foto Edson Fernando)

Cena 4 - No Médico. Brida Carvalho como Médico
(Foto Edson Fernando)

Cena 10 - Quarto de Maria. Silvia Luz como Zé e Brida Carvalho como Maria
(Foto Edson Fernando)

Cena 11 - Corpo de Guarda. Brida Carvalho como Zé
(Foto Edson Fernando)

Cena 21 - Camnho na floresta, junto ao rio. Brida Carvalho como Maria e Silvia Luz como Zé.
(Foto Edson Fernando)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

1º Ensaio Aberto: Zé (s) - sem eira nem beira

O GITA realizou no último dia 01 de Dezembro o 1º Ensaio Aberto da montagem "Zé (s) - sem eira nem beira". Trata-se da fase final do plano de trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo do ano de 2012.  A pesquisa entra na sua fase de compartilhamento público exatamente para oferecer aos seus atuantes o intercurso perceptivo com os espectadores. No entanto, não é a montagem propriamente dita, mas sim uma oportunidade para que o grupo avalie todos os procedimentos de atuação e encenação arrolados no processo de criação da pesquisa. O 1º Ensaio Aberto foi realizado para alguns convidados muito especiais, que após a demonstração participaram de um debate riquíssimo sobre a pesquisa do grupo. O vídeo abaixo registrou este momento crucial para os encaminhamentos finais da montagem.  


domingo, 2 de dezembro de 2012

Diario de Trabalho Nº 022 Por Edson Fernando

Mesmo com o número de postagens reduzidas nos últimos meses a pesquisa do GITA prossegue seu plano de trabalho. No vídeo abaixo vocês poderão conferir o registro do último dia 19 de Novembro. Na ocasião a atuante Silvia Luz desenvolveu trabalho de treinamento com bastão para, em seguida, ativar os princípios deste na atuação. Acompanhem até o fim e observem o depoimento da atuante neste dia de trabalho.  

 

domingo, 21 de outubro de 2012

Diario de Trabalho 021 - Por Edson Fernando

O vídeo que vocês encontrarão no final desta postagem, foi montado com os registros em áudio e foto provenientes da etapa de pesquisa intitulada Laboratório de Criação. A cena retratada chama-se Quarto de Maria.  O vídeo, utilizando-se destes registros, pretende oferecer aos atuantes-pesquisadores material de apoio que oriente as suas pesquisas em andamento; nele (vídeo) retrata-se, por meio da linguagem áudio-visual, o estado convulso em que se encontra o protagonista do texto dramático, Zé. Com características de Monodrama, isto é, a centralização das "ações em torno de um único personagem, explorando suas motivações intimas, sua subjetividade e seu lirismo" (PAVIS, 2005, p.246), a unidade de espaço privilegiada é o espaço interior do protagonista. Deste modo, com o auxílio da linguagem áudio-vísual, quero oportunizar aos atuantes-pesquisadores, uma lente que permita visualizar a mente de Zé, seus pensamentos inquietantes e uma espécie de frágil realidade que se esvai com o decorrer dos acontecimentos. O desafio dos atuantes-pesquisadores é re-criar toda atmosfera "monodramática" de Zé utilizando-se somente de seu aparato psicofísico. Acompanhem o vídeo a seguir:








quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Diário de Trabalho 020 - Por Edson Fernando

A proposição do espaço triangular passa a ser experimentado pelos atuantes em todas as cenas já criadas até o momento. A proposta de espaço altera a relação do atuante com o espectador que até então vinha sendo trabalhada na perspectiva do palco italiano. Esta é uma fase de novas descobertas para os atuantes que precisam re-significar suas ações tomando como referencia a nova relação palco-plateia. A seguir alguns registros fotográficos e um vídeo com o primeiro "corridão" no espaço triangular. 

   Cena 1 - Quarto (Foto - Edson Fernando)


Cena 1 - Quarto: 
Observar a relação de proximidade das atuantes com a plateia (Foto - Edson Fernando)


Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distancia.
Uso dos vértices do triângulo como área privilegiada de atuação (Foto - Edson Fernando)



Cena 2 -  Campo aberto. A cidade à distancia.
As duas atuantes no mesmo vértice do triângulo reforçando a área privilegiada de atuação
 (Foto - Edson Fernando)


Cena 10 - Quarto de Maria
Maria (como títere) não conseguindo parar de gargalhar num vertice do triângulo 
enquanto Zé (como títere) caminha absorto andando em circulos (Foto - Edson Fernando)