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sábado, 22 de dezembro de 2012

Diário de Trabalho 024 - Por Edson Fernando

O GITA encerrou as atividades de 2012 com o 2º Ensaio Aberto da montagem Zé (s) - sem eira nem beira realizado no último dia 15. A apresentação foi realizada contando com a presença de estudantes do Curso de Educação Física da Universidade Estadual do Pará - UEPA sob a coordenação da Prof. Msc Juliana Araújo. Diferentemente do 1º Ensaio Aberto (realizado no últmo dia 01), este contou com uma ambientação de iluminação executada por Sônia Lopés e Marcia Tarciso. A proposta de iluminação para esta apresentação era  somente eliminar a luz de serviço, iluminando, protanto, a área de atuação triangular. Outro diferencial em relação ao 1º Ensaio Aberto é o número de cenas apresentadas, sete no total; este será o numero de cenas que irão compor a primeira versão da montagem "Zé (s)". Mas o principal a destacar é a opção de realizar todas as cenas somente na área interna do triângulo. Esta opção se deu depois de ouvirmos as questões apresentadas pelos interlocutores que participaram do 1º Ensaio Aberto. Constatamos assim, que estas apresentações públicas antes da estreia da montagem, contribuem bastante para o amadurecimento de alguns elementos importantes da encenação. 

O vídeo com o 2º Ensaio Aberto pode ser conferido abaixo:
 


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Diário de Trabalho 023 - Por edson Fernando


O plano de trabalho 2012 intitulado Do treinamento a criação cênica – montagem e direção da obra cênica “Zé”, entra, definitivamente, em sua etapa de finalização e primeiras demonstrações públicas. Com estréia prevista para 17 de Janeiro de 2013, o grupo seguirá fazendo antes algumas demonstrações públicas para amadurecer vários elementos do trabalho do atuante que só podem ser colocados efetivamente verificados no momento do encontro e confronto com o espectador. Abaixo as primeiras fotos registrando esta fase final da pesquisa (registro de 10.12).

      Cena 1 - Quarto: Atuante Silvia Luz como Zé (Foto Edson Fernando)


Cena 1 - Quarto: Atuante Brida Carvalho como Capitão
(Foto Edson Fernando)

Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distância.
(Foto Edson Fernando)

Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distância: Silvia Luz como André.
(Foto Edson Fernando)

Cena 3 - A cidade. Brida carvalho como Margarete
(Foto Edson Fernando)

Cena 4 - No Médico. Brida Carvalho como Médico
(Foto Edson Fernando)

Cena 10 - Quarto de Maria. Silvia Luz como Zé e Brida Carvalho como Maria
(Foto Edson Fernando)

Cena 11 - Corpo de Guarda. Brida Carvalho como Zé
(Foto Edson Fernando)

Cena 21 - Camnho na floresta, junto ao rio. Brida Carvalho como Maria e Silvia Luz como Zé.
(Foto Edson Fernando)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

1º Ensaio Aberto: Zé (s) - sem eira nem beira

O GITA realizou no último dia 01 de Dezembro o 1º Ensaio Aberto da montagem "Zé (s) - sem eira nem beira". Trata-se da fase final do plano de trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo do ano de 2012.  A pesquisa entra na sua fase de compartilhamento público exatamente para oferecer aos seus atuantes o intercurso perceptivo com os espectadores. No entanto, não é a montagem propriamente dita, mas sim uma oportunidade para que o grupo avalie todos os procedimentos de atuação e encenação arrolados no processo de criação da pesquisa. O 1º Ensaio Aberto foi realizado para alguns convidados muito especiais, que após a demonstração participaram de um debate riquíssimo sobre a pesquisa do grupo. O vídeo abaixo registrou este momento crucial para os encaminhamentos finais da montagem.  


domingo, 2 de dezembro de 2012

Diario de Trabalho Nº 022 Por Edson Fernando

Mesmo com o número de postagens reduzidas nos últimos meses a pesquisa do GITA prossegue seu plano de trabalho. No vídeo abaixo vocês poderão conferir o registro do último dia 19 de Novembro. Na ocasião a atuante Silvia Luz desenvolveu trabalho de treinamento com bastão para, em seguida, ativar os princípios deste na atuação. Acompanhem até o fim e observem o depoimento da atuante neste dia de trabalho.  

 

domingo, 21 de outubro de 2012

Diario de Trabalho 021 - Por Edson Fernando

O vídeo que vocês encontrarão no final desta postagem, foi montado com os registros em áudio e foto provenientes da etapa de pesquisa intitulada Laboratório de Criação. A cena retratada chama-se Quarto de Maria.  O vídeo, utilizando-se destes registros, pretende oferecer aos atuantes-pesquisadores material de apoio que oriente as suas pesquisas em andamento; nele (vídeo) retrata-se, por meio da linguagem áudio-visual, o estado convulso em que se encontra o protagonista do texto dramático, Zé. Com características de Monodrama, isto é, a centralização das "ações em torno de um único personagem, explorando suas motivações intimas, sua subjetividade e seu lirismo" (PAVIS, 2005, p.246), a unidade de espaço privilegiada é o espaço interior do protagonista. Deste modo, com o auxílio da linguagem áudio-vísual, quero oportunizar aos atuantes-pesquisadores, uma lente que permita visualizar a mente de Zé, seus pensamentos inquietantes e uma espécie de frágil realidade que se esvai com o decorrer dos acontecimentos. O desafio dos atuantes-pesquisadores é re-criar toda atmosfera "monodramática" de Zé utilizando-se somente de seu aparato psicofísico. Acompanhem o vídeo a seguir:








quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Diário de Trabalho 020 - Por Edson Fernando

A proposição do espaço triangular passa a ser experimentado pelos atuantes em todas as cenas já criadas até o momento. A proposta de espaço altera a relação do atuante com o espectador que até então vinha sendo trabalhada na perspectiva do palco italiano. Esta é uma fase de novas descobertas para os atuantes que precisam re-significar suas ações tomando como referencia a nova relação palco-plateia. A seguir alguns registros fotográficos e um vídeo com o primeiro "corridão" no espaço triangular. 

   Cena 1 - Quarto (Foto - Edson Fernando)


Cena 1 - Quarto: 
Observar a relação de proximidade das atuantes com a plateia (Foto - Edson Fernando)


Cena 2 - Campo aberto. A cidade à distancia.
Uso dos vértices do triângulo como área privilegiada de atuação (Foto - Edson Fernando)



Cena 2 -  Campo aberto. A cidade à distancia.
As duas atuantes no mesmo vértice do triângulo reforçando a área privilegiada de atuação
 (Foto - Edson Fernando)


Cena 10 - Quarto de Maria
Maria (como títere) não conseguindo parar de gargalhar num vertice do triângulo 
enquanto Zé (como títere) caminha absorto andando em circulos (Foto - Edson Fernando)



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Diário de Trabalho 019 - Por Edson Fernando

Persistimos nas últimas duas semana no trabalho de criação da Cena 10 - Quarto de Maria. Os atuantes apresentaram muita dificuldade para apreender e propor algo que se apresentassse para além do texto dramático. A persistência provou-se necessária e hoje conseguimos estabelecer o caminho que deve ser amadurecido para compor a atmosfera "dramática" da cena. 

Importante ressaltar, antes de tudo, que a relação palco/plateia começa a ser experimentada a partir de uma disposição espacial  triangular. 

     Atuantes na parte interna do triângulo formado pela plateia  palco/plateia

A opção pela forma do triângulo, a princípio, foi meramente intuitiva. Não queria reproduzir uma arena redonda, já bastante utilizada em montagens experimentais, então, pensei: quais implicações teria, primeiramente, o atuante trabalhando num espaço de plateia triangular? Como o espectador se sentiria assistindo a montagem nesta disposição? A partir destas questões, comecei a tentar justificar tal relação palco/plateia dialogando com o conteúdo do indutor trabalhado na montagem, isto é, o texto dramático . Assim, a ideia recorrente do títere localizada por autores como Anatol Rosenfeld e o próprio Fernando Marques é pensada nesta disposição espacial do seguinte modo: Zé, o títere que se encontra no centro do triângulo e que é movido por uma força centrifuga; cercado por uma multidão desconhecida (espectadores) é arrastado durante toda a peça para os vértices do triângulo, lugar de reduzido espaço físico; aproximar-se do vértice é intensificar a crise existencial sofrida pelo personagem, pois é no vértice que o contato com a multidão (espectadores) se estreita, se faz pleno pela impossibilidade do ponto de fuga; em face do vértice o personagem vê sua humanidade também estreitar-se, pois não se reconhece numa multidão esvaziada de subjetividade critica. 


 Brida Carvalho pesquisando a composição do papel Maria na Cena 10.


A disposição espacial triangular começou a ser experimentada exatamente na Cena 10 - Quarta de Maria. A atmosfera da cena começou a ser delineada em nosso último dia de trabalho (19.09) depois de inúmeras tentativas e experimentações por parte dos atuantes. O trabalho de apreensão teórica da cena tem norteado cada passo dado. Desse modo, Brida Carvalho chegou a proposição de que o papel Maria, nesta cena, é um peso, um fardo na vida de Zé. Determinou os verbos carregar/pesar como indutor para ação a ser desempenhada em cena. A partir deste posicionamento da atuante o trabalho foi aplicar tais verbos como elementos indutores para criação de signos teatrais para compor a cena. Depois de experimentar muitas coisas sem êxito, propus um estado de espírito absolutamente alegre e tranquilo tendo como linha de ação um riso frouxo, descontrolado, a princípio absolutamente descomprometido de tudo, um riso inconsequente e contagiante; gargalhadas e mais gargalhadas num crescente. A ideia é trabalhar  os verbos que a atuante determinou (carregar/pesar) pensados na perspectiva do personagem principal, isto é, Zé. Quem carrega Maria é o protagonista, Zé; é ele quem sente o peso de carregá-la; quanto mais leve e sorridente se apresentar Maria maior deverá ser o peso  sentido por ele. 

O exercício proposto à Brida para desempenhar esta ideia determinou que ela começasse a rir naturalmente do texto, mantendo sempre relação com a plateia; o riso vai se intensificando a ponto da atuante não conseguir parar de rir; a atuante deve terminar a cena rindo descontroladamente como se pedisse ajuda para parar de rir. Aqui, novamente a ideia do títere - recorrente na obra de Bücher - é trabalhada: Maria é aquela que ri, sem saber por que e nem tem a capacidade de controlar este riso. 

 Silvia Luz pesquisando a composição do papel Maria na Cena 10.

O estado de incontrolável riso deve contrastar com a condição de Zé, absorto em sua crise existêncial. Silvia havia determnado para desempenhar esta cena o verbo girar. Depois de diversas tentativas e proposições sem êxito chegamos a ideia do homem que caminha em círculos (pesquisada por Wallace em trabalho na mesma cena). Assim, enquanto temos Maria rindo incontrolavelmente durante toda a cena, temos Zé caminhando em círculos em atmosfera completamente diferente. Ele é o títere que não se dá conta que  caminha em círculos. Todo o peso determinado por Brida para o papel Maria, recai no modo como Zé caminha. Para desenvolver esta ideia recorri ao expediente da dificuldade física real: Silvia realizou repetidas vezes a cena carregando uma pilha de bancos (observe foto acima) até descobrir o ritmo e, sobretudo, a gravidade da caminhada de Zé. O resultado apareceu depois da insistência no exercício: Zé caminha em círculos, arrastando o pé em ritmo lento, com olhar fixo sempre a frente e em estado de introspecção total.